domingo, 23 de novembro de 2008

Amamentação - técnicas


O aleitamento materno é reconhecido pelos seus benefícios para a criança e na saúde materna após o parto. Segundo Orientações da WHO recomenda-se que este seja exclusivo até aos 6 meses de vida, mas verifica-se que são poucas as mães que conseguem manter, sendo a alegada causa mais frequente para o término do aleitamento a insuficiência do leite.

As recomendações quanto à técnica da amamentação tem variado ao longo do tempo.

Tradicionalmente os profissionais de saúde recomendavam à mãe que no aleitamento materno exclusivo oferecesse as duas mamas ao seu bebé durante 10 minutos (e não mais), de 3/3horas durante o dia e segundo pedido à noite, com intervalos não inferiores a 2 horas desde início da mamada anterior. Desta forma para além de tempo mais curto de refeição eram também possíveis a instituição de rotinas e refeições que podiam quase ser programadas pela mãe. Esta recomendação deu provas de permitir um rápido aumento de peso nos primeiros 2 meses de vida.
No entanto em 1988 um estudo sugeria que esta técnica poderia resultar numa sobrealimentação, intolerância à lactose e um inadequado aporte de energia uma vez que não estaria a ser ingerido o leite rico em gordura, resultando num mau crescimento. (hipóteses essas não confirmadas)
Os conselhos às mães foram como tal alterados: O bebé deveria mamar de uma das mamas durante tempo ilimitado, e a mãe alternaria entre mamas em cada refeição, não sendo obrigatório que o bebé mamasse de ambas.
A refeição poderia durar até 45 minutos por mama.
Estas passaram a ser as recomendações. No entanto nunca como nos dias de hoje se verificou uma preocupação crescente com o peso dos bebés com aleitamento materno.

Realizou-se como tal um estudo em que se comparou o ganho de peso e duração da mamada na primeira mama, relação entre aleitamento exclusivo e técnica aconselhada (tradicional ou moderna).

Os resultados mostraram que, no aleitamento materno exclusivo, as mamadas com duração superior a 10 minutos na primeira mama, estavam associadas a um menor aumento de peso às 6 a 8 semanas. Para além deste facto verificou-se que seguindo os conselhos modernos em que a mamada seria de longa duração e apenas numa mama sendo a outra oferecida se o bebé não estivesse completamente saciado, levou a um abandono do aleitamento materno exclusivo mais frequentemente.

Este facto é explicável por mecanismos endócrinos e fisiológicos e mostra que na realidade a mama fornece a maioria das calorias nos primeiros minutos e como tal o bebé alimentado com ambas as mamas ingere maior quantidade de leite.
Como contraponto, a amamentação prolongada leva à diminuição do estímulo de produção e como tal mais rapidamente a uma insuficiência de leite materno condicionando a adopção de suplementos e fim do aleitamento materno exclusivo.

Em conclusão, o estudo publicado em Abril na Archives of Disease in Children, vem demonstrar que a amamentação deve ter duração inferior a 10 minutos em cada mama e que ambas devem ser oferecidas ao bebé, o que permite um maior aumento de peso e para além disso a manutenção do estímulo para a produção de leite.

1 comentário:

Ministério da saúde disse...

Olá blogueiro,

Dê ao seu filho o que há de melhor. Amamente!

Quando uma mulher fica grávida, ela e todos que estão à sua volta devem se preparar pra oferecer o que há de melhor para o bebê: o leite materno.

O leite materno é o único alimento que o bebê precisa, até os seis meses. Só depois se deve começar a variar a alimentação.

A amamentação pode durar até os dois anos ou mais.



Caso se interesse na divulgação de materiais e informações sobre esse tema, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br

Obrigado pela colaboração!

Ministério da Saúde